segunda-feira, abril 02, 2007

Soube a pouco…

O Barreiro iniciou a sua participação na segunda fase do nacional de
Juniores da II divisão com um honroso empate a três bolas, ante a turma do Vianense.

Se o resultado à partida era e foi positivo, após terminar o prélio, ficou a sensação que a vitória poderia ter ficado na Terceira. Isto porque os “encarnados” revelaram ser superiores em termos técnicos, mas não alcançaram a vitória, fundamentalmente, devido a três factores.
Primeiro, porque entraram praticamente em desvantagem, ao sofrer um golo evitável no primeiro minuto, fruto de duas desatenções, situação que perturbou o conjunto. Segundo, porque demoraram 45 minutos para perceber o ritmo do jogo e depois entrar nele. Finalmente, devido à envergadura física do adversário e ao visível trabalho e competição superiores que este revelou, já que era notório que os lances de bola parada eram bem ensaiados, tal como o posicionamento no terreno e respectivas marcações, procurando jogar na antecipação e não facilitando em terrenos defensivos.
O Barreiro demorou toda a primeira parte para perceber que, devido à sua superior capacidade técnica, só tinha de fazer duas alterações ao seu futebol – colocar a bola no chão e imprimir velocidade ao seu jogo nas saídas defesa/ataque, coisa que não sucedeu na etapa inicial.
Assim, a equipa viu-se na situação de desvantagem, quando Victor, na esquerda, não aliviou a tempo e horas o esférico, permitindo que Cristiano a recuperasse, efectuando de pronto o cruzamento para o interior da área, onde apareceu solto Sérgio a cabecear para o golo.
Contudo, os terceirenses ainda conseguiram chegar ao empate, em uma das raras vezes em que fizeram a “redondinha” rolar rente ao tapete verde, com Ivo na direita a fazer o cruzamento para Álvaro concluir.
Durou pouco a alegria dos da casa, já que volvidos apenas dois minutos, o adversário desfez a igualdade, por Tico, na sequência de um canto. Um minuto depois, novamente de canto, o opositor chegou ao 1-3, deixando a nu as lacunas defensivas dos locais nas bolas paradas e premiando o trabalho dos continentais nessa área.


Porém, a imagem de marca do Barreiro veio ao de cima na etapa complementar. Esta equipa, de facto, nunca desiste, nem vira a cara à luta.

Já anteriormente, tinha recuperado de uma diferença de duas bolas ante o União Micaelense e, desta feita, o mesmo veio a suceder.
Com efeito, os pupilos de Manuel Flor abordaram o jogo na etapa complementar de uma forma completamente diferente, começando por não facilitar na retaguarda, jogando prático e simples para a frente. A equipa imprimiu velocidade ao prélio, procurou e conseguiu jogar na antecipação, e depois a qualidade técnica dos seus elementos veio ao de cima.
Após sensivelmente os dez minutos iniciais, a turma da casa pegou em definitivo na partida, empurrando o possante adversário para a retaguarda, fruto das triangulações rápidas com a bola rente ao solo, criando grandes dificuldades a um oponente que não estava preparado, em função das suas características, para enfrentar um adversário de qualidade técnica superior.
A mandar no encontro, agora era só esperar pelo golo que, verdade seja dita, chegou demasiado tarde, em virtude da qualidade evidenciada e das oportunidades criadas.
A onze minutos do final, Ivo conseguiu o mais que merecido golo e, a quatro minutos do fim, o capitão Fábio, na transformação de uma grande penalidade indiscutível, restabeleceu o mais que merecido empate, ganhando a equipa fôlego para tentar chegar à vitória, mas já não foi a tempo.
Arbitragem sem problemas.

Ficha técnica
Árbitro: Francisco Bizarro (Castelo Branco).
Auxiliares: João Cruz e Alexandre Rato.
Barreiro: Mathew; Gerson, Lúcio, Rui e Victor; Álvaro, Fábio, Ruben e Ricardo; Ivo e Tércio (Valter, 37).
Treinador: Manuel Flor.
Vianense: João Pedro; Tico, David, Chibarria e André Costa; Tiago Magalhães, Bica (Fábio, 83), Sá (Moreira, 70) e Sérgio; Tiago Lima e Cristiano.
Treinador: Marconi.
Ao intervalo: 1-3.
Marcadores: Sérgio (1), Álvaro (23), Tico (25), Cristiano (26), Ivo (79) e Fábio (86 gp).
Disciplina: cartão amarelo para Ricardo (56), Ruben (74) e Chibarria (85).

Daniel Costa

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